Quinta-feira, Março 16, 2006

O Pretérito perfeito conta uma história

Eu estive
Tu vieste
Ele brincou
Nós cantámos
Vós ristes
Eles vieram.

Ana Simões, n.º 3, 7ºA

Eu brinquei
Tu contaste
Ele ficou
Eles fingiram
Vós saístes
Nós entrámos.

Eu cantei
Tu estudaste
Ele construiu
Eles fugiram
Vós esperastes
Nós partimos.

Tiago Freitas, n.º 19, 7ºA

Tu lavaste-te
Eu fiquei
Nós saímos
Ele foi
Vós voltastes
Eles admiraram
Eu sosseguei
Tu trocaste
Ele ganhou
Nós perdemos.

Vitor Gomes, n.º 21, 7ºA


Na passada quarta-feira, dia 8 de Março de 2006 pelas 19h45 apitou o árbitro em Anfield Road, em Liverpool. O S.L. Benfica saiu a jogar, os adeptos do Liverpool assobiaram Simão, mas este após 32 minutos do início da partida calou-os com um «golaço» bem de fora da área, sem hipóteses para Reina. Com este golo o Liverpool viu-se obrigado a marcar três golos, há medida que o tempo foi passando e a tarefa complicou-se. Passou 75 minutos e eles sem marcar. Os jogadores do Liverpool sempre que conseguiram passar pela defesa do S.L. Benfica encontraram Moretto, que fez gigantes defesas. Até que ao minuto 90, o recém entrado Miccoli fez outro golo de pontapé de bicicleta e acabou com as poucas esperanças dos Red Devils e fechou-se o jogo com a vitória do S.L. Benfica por 3-0, no total das duas mãos. O S.L. Benfica derrotou e goleou o campeão europeu e passou aos quartos-de-final da Liga Milionária. No final do jogo, jogadores e adeptos do S.L. Benfica fizeram uma grande festa. Agora, é continuar!!!

Pedro Veiga, n.º 14 e Ricardo Rocha, n.º 15, 7ºA


Eu entusiasmei-me
Tu trabalhaste
Ele fugiu
Eles entenderam
Vós ouvistes
Nós chamámos.

Ricardo Veloso, n.º 16, 7ºA

Eu desempreguei-me
Tu viveste
Ele bebeu
Eles passaram
Vós estudastes
Nós lavámos.

Eu apanhei
Tu bebeste
Ele comeu
Nós dormimos
Vós passastes
Eles correram.

Sara Fernandes, n.º 18, 7ºA

Eu apaixonei-me
Eles fingiram
Nós usámos
Ele viveu
Vós passastes
Tu compraste.

Eu colhi
Tu comeste
Ele comprou
Eles venderam
Vós acordastes
Nós alugámos.

Rita Leite, n.º 17, 7ºA


Foi na Páscoa... eu sem nada para fazer. Fui para o «Messenger» e falei contigo. Ti viste-me e foste contar-lhes, a eles! Como ele ficou invejoso e cheio de ciúmes, porque fui que estive com a rapariga ‘dele’. Foi rapidamente contar às outras pessoas, mas teve azar... foi contar ao meu grupo. E vós ficastes nervosos, nós fomos contar a toda a gente. As outras pessoas (eles) começaram-se a rir.

José Mano, n.º 11, 7ºA

Eu amei
Tu desejaste
Ele encantou
Nós apaixonamo-nos
Vós enlouquecestes
Eles amaram.

Joana Raquel, n.º 9, 7ºA

Eu vendi-me
Tu amaste
Ele explicou
Eles apostaram
Vós comprastes
Nós utilizámos.

Ana Oliveira, n.º 2, 7ºA

Eu acordei
Tu dormiste
Ele adormeceu
Eles sorriram
Vós riste-vos
Nós entendemos.

Cláudia Ferreira, n.º 7, 7ºA

Eu cheguei
Tu viste
Ele reparou
Nós discutimos
Vós chateastes
Eles separaram-se.

José Guilherme, n.º 10, 7ºA

Quarta-feira, Novembro 23, 2005

Palavras escolhidas

Palavras escolhidas: esta actividade consiste em escrever uma história com vinte palavras escolhidas e produzir um texto, coeso e coerente, em que essas palavras aparecerão por ordem alfabética.

A minha borracha caiu da cadeira abaixo, a caneta foi passear de carro, as casas estavam a sonhar com a cortina e as estrelas. O lápis viu uma limuzine a ler livros, com uma lua no mar em cima da mesa no copo. Uma mota entrou pela praia em quinze segundos. O sol levou uma tampa do tapete da turma.

Sandra Silva nº18, 7ºB

Criação de uma personagem mirabolante

Eu chamo-me Inês e sou a maior das astronautas do mundo e arredores.
Foi em Júpiter onde nos encontrámos - ele chamava-se André. É incrível, tinha 1271271281526 anos, calçava o nove e media 2,50 m. O seu país era catastrófico, ele morava mesmo no centro da mancha vermelha "A Tempestade". Já devem calcular que, mesmo que quisesse, nunca estava de pé.
O amor foi à primeira vista, pois só namorámos 0,5 segundos e o maior defeito dele era chorar.
E para terminar, a música que vamos ouvir no nosso casamento é Da Weasel e a lua-de-mel vai ser no meu planeta, a Terra e na casota do meu cão.
É tão, ou até mais, catastrófico!!!

Inês Braga nº7, 7ºB



Olá, eu sou o Telmo e vivo em Braga, até que um dia resolvi viajar. O local escolhido foi Cuba e não me arrependo nem um pouco de lá ter ido, pois foi lá que que conheci a minha noiva. A Telma era bonita e inteligente , tinha cabelo amarelo, olhos vermelhos, 18 belos aninhos e 1,70 m, que braza... apenas um defeito: tinha o nariz torto, porque da última vez que fomos dar uma volta de bicicleta, espetou-se contra um pinheiro; e ainda o maior desejo dela era andar de mota, é claro que eu não compactuei com esse desejo. Nós os dois concordámos que no nosso casamento queríamos que, quando ela entrasse, fosse tocada a música dos 50cent "candy chop" e assim foi, casámos. Para a minha lua-de-mel levei 5800000€ que pedi ao meu pai, e não chegou pois namorámos um século...

Telmo Costa nº 19, 7ºB

Quinta-feira, Novembro 10, 2005

Criação de uma personagem mirabolante

Neste texto, eu vou contar como toda a minha vida começou e como se desenvolveu.
Foi na Venezuela que eu conheci a minha noiva, chamava-se Sara, tinha dezoito anos, tal como eu, os seus olhos eram avermelhados, cor-de-fogo; o cabelo era beje; tinha um metro e noventa e era bonita e inteligente. Calçava o quarenta e um.
O seu maior desejo era ser engenheira e o único defeito que ela tinha era ser manienta.
Namorámos vinte e quatro anos e depois casámos. Fomos de lua-de-mel para o Tibete e levámos dez milhões de euros para podermos gozar bem a vida.
Ah!! Quase que me esquecia: no casamento, a Lara Fabian actuou ao vivo na quinta-restaurante, foi um êxito.
E foi assim que vivi feliz para todo o sempre.

Pedro Silva, n.º 18, 7º C

Letra Imposta pelo 8º B

Letra imposta: produzir um texto, utilizando de forma obrigatória uma ou mais letras previamente determinadas em todas as palavras do texto.

Neste caso, a letra imposta é a letra " e ".

Pensei em cores, amarelo, preto, cinzento, verde, bege e magenta... e depois acordei de repente.
Essas cores apareceram-me em frente: eram árvores verdes, aves beges, folheados verdes, amarelos e vermelhos...
e resolvi este mistério.

Márcia Gomes
e
Carlos Jesus

Construção pelo 8º B

Construção: construir texto poético, neste caso, obrigando a que cada verso se inicie sempre da mesma maneira.
Neste caso a obrigatoriedade é iniciar por "Precisamos de" + nome /" Precisamos de" + adjectivo.

Precisamos de asas fortes.
Precisamos de bonitos pássaros.
Precisamos de montes altos.
Precisamos de aconchegadas terras.
Precisamos de Natureza pura.
Precisamosde voadoras mentes.

Márcia Gomes

Expansão regular de texto pelo 8º B

Expansão regular de texto: a partir de um exemplo dado, continua-se com a maior lógica possível.

Exemplo dado:

O menino do contra
Queria tudo ao contrário:
Deitava os fatos na cama
E dormia no armário.

Expansões:

Nos seus anos
Ele teve dois presentes:
Um pente com velas
E um bolo com dentes.

Egídio Martins

O menino do contra
Fazia tudo contrariado:
Tomava banho vestido
E dormia todo molhado.

João Rodrigues

O menino do contra
Queria tudo ao contrário:
Levava o cão ao médico
E ia ao veterinário.

João Cruz

Liponímia pelo 8º B

Liponímia: palavra proibida de utilizar. Neste caso, o verbo "estar" em todas as suas formas.

POETA
Ser poeta não é só escrever versos,
Não é só ordenar frases, rimas e palavras.
Ser poeta é ser capaz de ver o mundo de outro modo:
Ver o mundo com uma sensibilidade quase sobrenatural...
E ser capaz de passar isso para um papel.
Porque um poeta vive em inquietude,
Porque um poeta não é capaz de conter tudo dentro de si.
É preciso sentir o que se diz...
Dar-lhe um toque de magia.
E só assim
Quem o lê sente o que o poeta sentiu
Porque ele escreveu,
Mas reflectiu.
Elsa Martins

Acrósticos pelo 7º B

Poesia subordinada a Acróstico, ou seja, escrita vertical de um nome.

Amo-te muito
Nem podes imaginar
Dou por ti tudo o que tenho
Restando um beijo para te dar
É tudo o que tenho não chega.

Repara como sou bonito
Ia eu pedir-te um beijo
Bem sabes que sou bom tipo
Em boa hora te desejo
Infinitamente meu amor
Realmente és uma deusa
Ontem, hoje e amanhã, para sempre és a maior.

Francisco Ribeiro, nº 6, 7ºB

Meu amor
Amo-te como a lua.
Rasgo cartas pretas.
Como o meu coração.
Olhar perdido.

Pago as cartas que te mando
e arrasto-me no chão só para te ver.
Reino com as pessoas
e trago ramos de flores.
Instinto de homem.
Rondo o turno da noite.
Amar-te assim perdidamente.

Marco Pereira, nº 13, 7ºB

Acrósticos pelo 7º C

Poesia subordinada a Acróstico, ou seja, escrita vertical de um nome.

Minha flor
Ao abrires-te
Ris-te para mim
Gosto muito de ti
Às vezes acho que o teu
Rosto está cheio de lágrimas
Imagino que estejas triste, e dá-me vontade
De chorar também, mas temos que nos
Animar pois a vida é curta.

Ana Costa, n.º 1


Espero por ti todos os dias;
Sem ti a minha vida acabava;
Cada vez o meu coração bate com mais força,
Amor talvez, mas não faças troça.
Luar belo todas as noites quando estou contigo;
Desde sempre esperei por um agora,
Anda comigo pelas ruas fora.
Não esperes mais tempo;
Todavia vou ficar contente,
E ficaremos felizes para sempre.

Diogo, n.º 7
Nelson Gabriel, n.º 16
Pedro, n.º 18

Quinta-feira, Outubro 20, 2005

Poema em forma de «Cadáver esquisito» pelo 7º B

- O que é um barco sem motor?
-É um avião sem asas.

- O que é um careca com cabelo?
- É uma cidade grande e bonita.

- O que é uma turma sem alunos?
- É um rato enorme.

- O que é um buraco negro?
- É uma ilha bonita.

- O que é uma ilha no meio de Braga?
- É um carro preto com neons azuis e um alto aileron.

- O que é um carro sem rodas?
- É uma porção de água no meio do oceano.

- O que é uma ilha esplêndida?
- É uma folha castanha.

Acrósticos pelo 7º A

Poesia subordinada a Acróstico, ou seja, escrita vertical de um nome.

Olhar os oceanos
Com os remos na mão
Escutar as vozes
A navegar nas ondas
Navegar, é tão bom navegar,
Onde se vê peixes a chorar de alegria.
Saber os feitios das ondas.

José Pedro, n.º 11


Julieta amou Romeu
Ódio os matou
Amor os uniu
Namorar os juntou
Amada para sempre ficou.

Joana Fernandes, n.º 9


Suave aragem
Entra pela janela
Com camaradagem
A voar calmamente.

Virgínia Andrade, n.º 20
Ana Cristina, n.º 1


Saudade de amar
Ouvir poemas
Fidelidade
Imagem clara
Amizade.

Cláudia Sofia, n.º 7


Amar é gostar de alguém e estar apaixonado
Namorar é estar feliz com quem amamos
Dourado é um coração apaixonado
Respirar um ar puro de amor
É assim o amor infinito.

Ana Simões, n.º 3
Ana Gonçalves, n.º 4


Renascido no dia vinte e quatro
Ícaro beijou a sua pessoa mágica
Com muito amor sentou-se ao lado do quadro
Abraçou o seu amor e lutou pela Anica
Reconquistando o seu coração
Do fundo de todo o amor
O Ícaro viveu sempre feliz.

Sétimo somos nós
Engraçados e carinhosos
Tudo o que nos ocorre acontece
Inteligência é o nosso segundo nome
Muito lutamos até ao fim
O lema de todos nós é

Amar, lutar e vencer.

Com ligeiros gestos
Responde ao que lhe solicitam
Inteligente e
Sensível, luta pelo que quer
Tudo à sua frente vai arrasto
Incrível e madura
Na vida é assim
Amada e respeitada!!!

Ricardo Rocha, n.º 15


Todos os amores
Infelizes
Armam
Grandes
Oaristos.

Tiago Freitas, n.º 19
Vítor Gomes, nº 21

Que futuro para uma escola pequena?


Num sistema quase permanentemente em mudança, como é o nosso sistema de funcionamento educativo, a avaliação é importante. Mais que isso, porém, é fundamental descortinar os porquês da inconstância, da comutação desenfreada e sem sentido (pelo menos sem lupa, à vista desarmada).
É verdade: a mudança regular e necessária transformou-se em comutação desenfreada!
As preocupações de um país que não passem pela cultura, pela educação e pela formação são preocupações amputadas à nascença de soluções.
Debater soluções para uma Escola, por mais pequena que ela seja – qual país! – deve passar por pensar, ex-ante (baseado em suposição e prognóstico, num mecanismo mental de fundo subjectivo e estimativo), essa mesma Escola, as suas linhas mestras, por negociar e acordar essas linhas com todas as forças e sensibilidades e por ter um projecto coerente. Passa por ter uma visão construída e partilhada sobre o presente e o futuro da Escola – Escola, equipamento social.
Onde estará essa visão para a Escola? O que quererá a população escolar, na sua vertente mais ampla, para a Escola (Escola e Agrupamento devem ser lidos, em muitas situações, em posição de sinonímia) neste e nos anos vindouros?
A preocupação é urgente e deve ultrapassar circunstâncias, sejam elas de significados ou de tempo.
É urgente acordar e fixar programas comuns, pontos transversais, equidistantes de todos os intervenientes (todos!) no processo social que é o de ensino-aprendizagem.
A Escola, por mais pequena que ela seja, enquanto não for capaz de fixar a sua verdadeira vocação, o seu desígnio, não conseguirá desligar-se do que é secundário, pelo que se poderão estar a tomar, em algumas ou muitas circunstâncias, decisões de difícil retorno.
“A Alegria é Saber”, escreveu Rainer Maria Rilke.
A Escola não serve para resolver os problemas do dia-a-dia, não serve para acalmar ou apagar fogos sociais.
A Escola serve para criar raciocínios conscientes e responsáveis – prática pouco usual, pouco comum –, serve para criar o que é mais premente: desenhar o futuro que queremos, com responsabilidade, comprometimento e dedicação.
Esta capacidade de construção futura e transversal colide com a ausência de focalização, se esta não existir. Numa Escola, por mais pequena que ela seja, a não existência de um “focus” que se coadune com a inteligência, a massa crítica, as visões local e global coordenadas e a gestão humanista de recursos … levará a que a sustentabilidade pedagógica caia por terra.
Temos que saber o que queremos ser e o que não queremos ser. Temos que os definir, consensualmente, e os aprovar com maiorias significativas.
Temos que identificar o nosso projecto, desenvolver a nossa visão e as nossas linhas mestras! Já! E num consenso o mais alargado possível, abarcando. Mesmo na mais pequena das escolas, todos os seus sectores.
A crise está! É um oceano! Será que queremos ser ilha?
A crise é! Está no deserto! Poderemos ser oásis?
Pessoalmente, compunge-me a retirada do saber decisório da Escola, por mais pequena que ela seja, a impossibilidade real de ocupação útil “versus” a ocupação “fingida” para a opinião geral não esclarecida.
Ao toque da torre sineira corresponde a impossibilidade física do crescendo educacional.
A assinatura é garante do estar físico. Parabéns!
Ao grito “─Não tenho tempo suficiente!” sucede-se outro grito, “─Não tenho espaço suficiente!”, pelo que “tempo” e “espaço” se anulam e resultam em vertiginosos motivos de cansaço estéril. Mesmo, ou mais ainda, na mais pequena das escolas.Apesar do amplo quadro de respostas de formação e de ocupação de tempos não lectivos que se pretende oferecer numa perspectiva de complementaridade de saberes, a lógica de potenciar recursos esbarra na não existência de recursos, para além dos humanos.
Apesar da escolha de uma lógica de existência de disponibilidade de saberes e conhecimentos para além da parceria ensino-aprendizagem, ela espatifa-se perante o défice económico e a pouca disponibilidade para assumir o “saber pelo saber” por parte da jovem população da Escola, por mais pequena que esta seja.
Apesar de tudo o que não há e apesar de tudo o que poderia haver, exige-se aos profissionais de hoje que possuam uma permanente disponibilidade para adaptação à mudança, mesmo sendo ela irrazoável.
“No fundo tudo é lei”, ainda citando Rilke!
Terminar desta forma poderá trazer dúvidas a espíritos mais ou menos pragmáticos. Por isso, quero lembrar que o mundo, ontem como hoje, resiste à mudança. Mas também quero lembrar que essa recusa ou resistência à mudança pode ter fundamentos bem razoáveis, humanos e, mais ainda, humanistas: é que há, muitas das vezes, um grande folclore sociológico-mediático na mudança que nos é dita ser pretendida.
“Palavras sem obra são tiros sem bala; atroam, mas não ferem.”. A citação é de Padre António Vieira.
JMV, Outubro 05

Texto fenda

Texto fenda: modificar um texto cortado verticalmente em duas metades, completando em separado cada uma dessas partes.

Arritmia

A vida é lenta quando a morte tem pressa.
Faço ao corpo a promessa
De que vai acabar em breve o sofrimento
Que o tortura.
Mas, da sua clausura,
O coração,
Na cega obsessão
Com que nasceu,
Diz que não, diz que não,
A baralhar o tempo em cada pulsação
Como um relógio que endoideceu.

Miguel Torga,
in: Diário XVI


Arritmia

A vida é lenta quando me entristeço.
Faço ao corpo a promessa do melhor.
De que vai acabar este gosto
Que o tortura.
Mas, da sua clausu
ra da vida
O coração,
Na cega obsessão
Com que nasceu,
Diz que não, diz qu
e não morreu
A baralhar o tempo
Como um relógio q
ue endoideceu.

Carlos Egídio Martins8º B, N.º 5


Coração em Arritmia

A vida é uma flecha quando a morte tem pressa.
Faz-me uma promessa
Fazendo acabar em breve o sofrimento
Porque o meu coração lhe dá alento.
Fecha-me em clausura,
E guarda-me nesta altura
Quando as lágrimas
são
O meu,
Sofrimento que diz que não,
Quando o tempo em cada pulsação
Fica um relógio que endoideceu.

Ana Rita Silva8º B, N.º 2

Quarta-feira, Outubro 19, 2005

Poema em forma de «Cadáver esquisito» pelo 7º C

- O que é um cavalo em cima de uma égua branca?
- É um coelho no monte.

- O que é uma maçã vermelha?
- É uma erva seca.

- O que é uma maçã castanha?
- É uma terra maravilhosa.

- O que é uma banana podre?
- É um mar aberto.

- O que é uma stôra fixe?
- É uma pessoa pintada com cores engraçadas e vestida com roupas remendadas e às cores.

- O que é um país maravilhoso?
- É uma pessoa pintada de vermelho.

- O que é uma praia deserta?
- É uma estrela brilhante.

- O que é uma professora a cortar erva seca?
- É um gato comprido.

- O que é uma flor?
- É um cão preto.

- O que é um pato preto?
- É um pássaro morto a voar.

- O que é um sonho bom?
- É uma casa verde.

- O que é um rotweiller?
- É um carro descapotável.